Destaques

EAD: coronavírus acelera mudança no paradigma da educação mundial

Após grandes guerras, crises, fenômenos naturais, podemos perceber uma mudança nos hábitos da população. Com a quarentena, as pessoas estão sendo forçadas a passar muito mais tempo em casa, as escolas e as universidades interromperam as aulas presenciais por um período indeterminado, o comércio foi interrompido e todos os indicadores econômicos indicando uma grande recessão futura. Em momentos de crise, são onde as soluções viáveis financeiramente e condizentes com os novos hábitos do público, conseguem ter um maior crescimento. O EAD mostra-se um mercado em ascenção no Brasil e no mundo, em seguida mostrarei o porquê.

1- EAD já crescia antes do coronavírus

De acordo com último Censo da Educação Superior no Brasil, referente ao ano de 2018 realizado pelo Inep, das 13,5 milhões de vagas oferecidas, 7,1 milhões foram para os cursos EAD, em 2003 o número de alunos de cursos EAD era de em torno de 50 mil, evidenciando o crescimento exponencial desse mercado nos últimos anos.

2- Possibilidade de conciliar trabalho + estudos

Estudar onde e quando quiser, no horário que achar interessante, sem perder tempo com trânsito, atraso e faltas de professores, tudo isso facilita a conciliação dos estudos com o trabalho, algo extremamente necessário para boa parte das pessoas.

3- Preços mais em conta

De forma geral os custos de mensalidade das Universidades EAD são mais baixos que as presenciais, além desse valor temos uma série de outros custos relacionados ao ensino presencial que é poupado pelo modelo remoto, como transporte, impressão, alimentação fora de casa.

4- Mudança do Modelo de Trabalho

O EAD traz para os alunos uma autonomia muito grande, que é algo bastante relacionado com o novo modelo de trabalho desejado pelos millenials e pela Geração Z, trabalhar por entregas e não por horas trabalhadas, esse modelo de trabalho por horas é justamente o que trazemos das universidades presenciais, em que preciso estar fisicamente em todas as aulas. O EAD transfere a responsabilidade da aula para o aluno e exige que ele seja cada vez menos dependente do ensino tradicional e expanda os horizontes com mais formas de adquirir seu conhecimento. Ao compararmos o trabalho com a graduação, o EAD seria a versão homeoffice do ensino, algo que também vem crescendo em todo o mundo.

5- Grandes players entrando no mercado

Ao falar de graduação EAD um pensamento comum é o questionamento acerca da qualidade do ensino, porém os graduados em EAD tiveram, em media, 6,7 pontos a mais no resultado final do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), na comparação com os resultados dos alunos oriundos de cursos presenciais. Além desse indicador, percebe-se grandes players do mercado de ensino entrando na parte remota. Nos Estados Unidos isso já é um fator ainda mais comum, com Universidades como Harvard e Stanford oferecendo modalidade online.

O segmento com o maior número de startups no Brasil é o de Educação, segundo dados da ABS, o que mostra que estão sendo criadas cada vez mais soluções para melhorar esse serviço.

6- Experiência durante o COVID-19

A experiência durante o COVID-19 possui pontos positivos e negativos. O positivo é que mostra para as pessoas que esse modelo de ensino é possível e oferece uma série de benefícios, porém as universidades não estavam preparadas para mudar totalmente para o virtual agora, trazendo em várias ocasiões uma experiência negativa para o aluno, criando uma série de detratores do ensino a distância.

A tendência que percebemos é um investimento muito maior em soluções que irão facilitar o ensino virtual, crescendo ainda mais a demanda nesse mercado. O coronavírus evidenciou a importância de acelerar a transformação digital em todos os aspectos da sociedade.