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COVID-19 — Setores que estão em alta em meio à pandemia

Os impactos do Coronavírus são desastrosos para a economia mundial e por isso, estamos presenciando um grande debate sobre as estratégias que devem ser adotadas para preservar a saúde pública e diminuir a tragédia econômica.

Quando entramos nas redes sociais e nos sites de pesquisa nos deparamos em sua grande maioria, com notícias que diminuem nossa esperança com uma recuperação sem grandes sequelas. Em toda crise, haverá setores que conseguirão passar por ela em alta ou sem grandes perdas, seja por características de seu segmento ou pura estratégia bem executada. Nesse artigo, farei um overview dos setores que estão vendo um aumento em seus resultados em meio a essa enorme crise econômica e de saúde pública mundial.

Super Mercados

Quando falamos em setores que estão em alta no Coronavírus, o primeiro que a maioria das pessoas pensará são os Super Mercados, deve ter chegado em seu Whatsapp alguma foto de famílias estocando alimentos para 3 meses de quarentena. Apesar de estarem vendo um grande aumento do seu volume de compras durante a crise de saúde, quando o COVID-19 passar, o que restará é a enorme recessão, e pelo que foi observado nas últimas crises, os supermercados são diretamente afetados. Pela instabilidade da indústria, sofrem com faltas de produtos, com o crescimento no desemprego, sofrem com a diminuição das compras e uma série de outros fatores econômicos que prejudicam seu crescimento durante uma crise.

Farmácias

Com a incerteza da quarentena, o número das vendas das farmácias aumentaram bastante, pessoas estocando remédios de uso habitual e de uso diário, além de uma expectativa que se existe pelos testes de remédios como a cloroquina. O setor aparenta ser imune a crises econômicas, com pouca alteração em seu desempenho nas últimas que tiveram no Brasil.

Delivery

Setor vinha em franca ascensão nos últimos anos, com o surgimento de vários aplicativos de serviços de entrega, o mercado de delivery movimentava cerca de 1 bilhão de reais por mês. Com a quarentena, as pessoas estão sendo forçadas a usar esse serviço com mais frequência, tanto o público jovem que já utilizava bastante, quanto o público mais velho. A missão do setor para o pós-crise deve ser o trabalho de reter esses novos usuários do serviço, já que o hábito poderá virar mais frequente para as famílias.

Streaming

Mais pessoas em casa, menor volume de trabalho para muitos, significa mais tempo para apreciar um bom filme e uma boa série, os serviços de streaming viram um enorme crescimento no mundo todo, com empresas como a Netflix reduzindo a qualidade do video em alguns países para não comprometer a internet, mas não só os grandes players mundiais estão crescendo nessa crise, a Globoplay, streaming brasileiro da Rede Globo, também vem apresentando bons números, impulsionado pelo Big Brother Brasil.

Cursos Online

Da mesma forma que o streaming cresce, com maior tempo em casa, muitas pessoas estão utilizando o tempo livre para se capacitar, optando pelas plataformas de curso online, que investiram em várias estratégias de descontos e cursos iniciais gratuitos. Tendo um desafio semelhante ao delivery, de reter o usuário no pós-crise.

Exercícios em casa

Academias fechadas, parques menos frequentados, a única alternativa para se manter em forma é se exercitando em sua própria casa. Esse mercado já vinha sendo explorado nos últimos anos e tende a se intensificar ainda mais no pós-crise, de aplicativos, cursos até blogueiros no Instagram, todos podem se aproveitar dessa situação atual para criar esse hábito de se exercitar em sua própria casa no futuro.

Plataformas de Reunião Online

Google Hangouts, Skype e o Zoom viram seus números crescerem exponencialmente nas últimas semanas, com o enorme crescimento do Home Office, tendência essa que é esperada para o pós-crise, esses serviços se tornaram essenciais para boa parte das empresas no mundo todo, tendo os maiores números de crescimento percentual de fevereiro para março nas pesquisas do Google de acordo com o Google Trends. Em termos de números de usuários ativos, a Zoom cresceu 19x em meio ao coronavírus, chegando ao número de 200 milhões atualmente.

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